Quase todo mundo já ouviu falar do cotovelo de tenista. Mas existe um primo menos famoso e igualmente incômodo: o cotovelo de golfista, ou epicondilite medial. A diferença está na localização: a dor aparece na parte interna do cotovelo, aquela que encosta no corpo quando o braço está relaxado.
E aqui vai uma curiosidade do consultório: em Foz do Iguaçu, a maioria dos pacientes com essa condição nunca segurou um taco de golfe. O problema atinge trabalhadores braçais, digitadores, praticantes de musculação e qualquer pessoa que use com intensidade os músculos que flexionam o punho e os dedos.
O que acontece no cotovelo
Os músculos que dobram o punho e fecham a mão nascem em um ponto ósseo chamado epicôndilo medial. O uso repetitivo gera microlesões nos tendões dessa região. Com o tempo, o tecido degenera e passa a doer em gestos simples: apertar a mão de alguém, carregar sacolas, girar uma chave ou abrir um pote.
Sinais típicos da epicondilite medial
- Dor na parte interna do cotovelo, que pode descer pelo antebraço.
- Piora ao flexionar o punho contra resistência ou ao segurar objetos pesados.
- Fraqueza na força de preensão da mão.
- Rigidez matinal na região e desconforto após o esforço.
- Em alguns casos, formigamento nos dedos anelar e mínimo, quando o nervo ulnar vizinho também é irritado.
Cuidado com o nervo ulnar
Um detalhe que diferencia o lado interno do cotovelo: bem ao lado dos tendões passa o nervo ulnar, o famoso nervo do choque quando batemos o cotovelo. Em parte dos pacientes, a epicondilite medial vem acompanhada de irritação desse nervo, o que muda o plano de tratamento. Só o exame clínico bem feito separa uma coisa da outra.
Quem está no grupo de risco
Profissionais que trabalham com ferramentas manuais, carpinteiros, mecânicos e trabalhadores da construção civil lideram a lista. Atletas de arremesso, praticantes de crossfit e musculação com carga excessiva em exercícios de puxada também sofrem com frequência. Digitação intensa e uso prolongado do celular completam o cenário moderno da condição.
Como tratamos
A grande maioria dos casos melhora sem cirurgia. O primeiro passo é ajustar a carga: identificar e modificar os gestos que sobrecarregam os tendões, no trabalho ou no treino. A fisioterapia com exercícios excêntricos é o pilar do tratamento, fortalecendo o tendão de forma progressiva.
Medicação analgésica por curto período ajuda no controle inicial da dor. Órteses específicas reduzem a tensão no ponto doloroso. Em quadros persistentes, recursos como ondas de choque e infiltrações guiadas por ultrassom são considerados caso a caso. A cirurgia fica reservada para a pequena parcela que não melhora após meses de tratamento bem conduzido.
Quanto tempo leva para melhorar
Tendão se recupera devagar, e é honesto dizer isso desde a primeira consulta. A melhora costuma ser gradual ao longo de semanas a poucos meses, dependendo do tempo de evolução e da adesão ao programa de exercícios. Insistir no esforço doloroso, por outro lado, cronifica o problema.
Dor no cotovelo em Foz do Iguaçu: quando investigar
Se a parte interna do seu cotovelo dói há mais de duas semanas, se a força da mão diminuiu ou se apareceu formigamento nos dedos, é hora de uma avaliação especializada. O Dr. Júlio Gazolla é ortopedista especialista em ombro e cotovelo e atende na Clínica Blua, em Foz do Iguaçu. Agende pelo WhatsApp (45) 98806-7902.
