Síndrome do impacto no ombro e a dor no meio do movimento

Tem um padrão de dor no ombro fácil de reconhecer. O braço sobe bem até certa altura, dói forte na faixa do meio do caminho e volta a ficar confortável lá em cima. Esse arco doloroso é a cara da síndrome do impacto.

O que acontece dentro do ombro

Os tendões do manguito rotador passam por um túnel estreito entre a cabeça do úmero e o acrômio, o osso que forma o teto do ombro. Na síndrome do impacto, esse espaço fica apertado e os tendões e a bursa são comprimidos toda vez que o braço sobe. Cada elevação repete o atrito. Com o tempo, a inflamação vira rotina.

Quem desenvolve

Pessoas que trabalham com os braços acima da cabeça lideram a lista: pintores, eletricistas, professores que escrevem no quadro, cabeleireiros. No esporte, natação, vôlei, crossfit e musculação aparecem com frequência, principalmente quando o treino de ombro cresce mais rápido que o fortalecimento da escápula. A postura também pesa. Ombros projetados para a frente fecham ainda mais o túnel.

Sintomas típicos

  • Dor na parte da frente e do lado do ombro ao levantar o braço.
  • Arco doloroso entre mais ou menos 60 e 120 graus de elevação.
  • Dor ao alcançar o banco de trás do carro ou fechar o sutiã.
  • Incômodo noturno ao deitar sobre o lado afetado.

Por que não dá para ignorar

A síndrome do impacto costuma ser o primeiro capítulo de uma história maior. O atrito repetido enfraquece o tendão e abre caminho para tendinopatia e, em parte dos casos, para a rotura do manguito rotador. Tratar cedo muda o rumo dessa história.

Tratamento

Começa quase sempre sem cirurgia, e a fisioterapia é o centro do plano: corrigir a mecânica da escápula, fortalecer o manguito, reabrir o espaço que estava apertado. Medicação e, em casos selecionados, infiltração ajudam a controlar a fase dolorosa para o trabalho de reabilitação andar. A cirurgia entra quando meses de tratamento bem conduzido não resolvem ou quando o exame mostra lesão associada.

Quando procurar ajuda em Foz do Iguaçu

Dor no ombro que se repete a cada treino ou dia de trabalho há mais de três semanas merece investigação. O Dr. Júlio Gazolla é ortopedista especialista em ombro e cotovelo e atende na Clínica Blua, em Foz do Iguaçu. Agende uma avaliação pelo WhatsApp (45) 98806-7902 para tratar a causa da dor antes que ela evolua para uma lesão do manguito.

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