Tendinite e bursite no ombro não são a mesma coisa

As duas viram sinônimo na conversa de corredor. “Estou com bursite” e “estou com tendinite” descrevem, para muita gente, a mesma dor no mesmo lugar. São problemas vizinhos, tratados de forma parecida no começo, mas acontecem em estruturas diferentes. E saber qual é a sua muda decisões lá na frente.

O que inflama em cada uma

Na tendinite, o problema está no tendão, o cordão que liga o músculo ao osso. No ombro, os tendões mais afetados são os do manguito rotador e o da cabeça longa do bíceps. Na bursite, a estrutura inflamada é a bursa, uma bolsinha de líquido que fica entre o tendão e o osso para reduzir o atrito.

Elas moram a milímetros de distância. Por isso a confusão.

Por que quase sempre andam juntas

O tendão irritado engrossa e passa a esfregar na bursa. A bursa inflamada ocupa espaço e aperta o tendão. Uma alimenta a outra, e é comum o ultrassom mostrar as duas ao mesmo tempo. Nesses casos o nome que aparece no laudo importa menos que a pergunta central: por que essas estruturas estão sendo sobrecarregadas?

As diferenças que dá para notar

A dor da bursite tende a ser mais difusa e mais sensível ao toque na lateral do ombro, e piora bastante ao deitar sobre o lado. A da tendinite costuma aparecer em movimentos específicos, como alcançar algo no alto ou colocar o braço na manga do casaco, e pode vir com sensação de fraqueza. Na prática, a separação confiável é feita no exame físico e, quando preciso, no ultrassom.

O que muda no tratamento

A fase inicial é parecida: controlar a inflamação e ajustar o que sobrecarrega o ombro. A diferença aparece depois. Tendinite que se arrasta pede fortalecimento progressivo do tendão, e ignorar isso é o motivo de tanta tendinite que volta. Bursite pura responde mais rápido e, quando insiste, a infiltração da bursa costuma resolver. Se o quadro se repete sem explicação, é hora de investigar o formato do acrômio e a mecânica do ombro, porque a causa pode estar acima da bursa, no espaço por onde tudo passa.

Um aviso sobre autodiagnóstico

Tratar por conta própria com anti-inflamatório funciona por alguns dias e mascara o quadro por meses. A dor some, a causa fica. Quando o remédio para, a dor volta um degrau pior.

Quando procurar ajuda em Foz do Iguaçu

Dor no ombro com mais de duas ou três semanas, seja ela tendinite, bursite ou as duas, merece um diagnóstico com nome e sobrenome. O Dr. Júlio Gazolla é ortopedista especialista em ombro e cotovelo e atende na Clínica Blua, em Foz do Iguaçu. Agende uma avaliação pelo WhatsApp (45) 98806-7902 e saia da consulta sabendo exatamente o que tratar.

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